sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sonhos de amor à tristeza...findos ou não





Me inspiro lento
Te aprecio mentalmente
E todas as respostas
se encontra nisto
Sonhar com o amor
Não faz nada
Só sonhar
Não trás este amor
Para nossas vidas

Acabo crendo
Que amor ideal
Só na nossa mente
Pois o amor de verdade
É irreconhecivel
É irracional
Insonhavel
Improvável
E impensavel

Tentamos de tudo
E de todos
Para nos alegrar
Mas um simples estar
Vale mais
Que mil palavras
Que não froam ditas
Talvez pela falta de um assunto
Ou a timidez
De duas crianças
Que desejam
A mesma coisa
Mas não se entendem

Quem seria eu
Se te julgar
Pelos seus erros?
Sendo que eu mesmo erro
Eu mesmo faço cagadas
Seria um tolo
Como já fui
E a vida é assim mesmo
Um dia
Tudo dá certo
Outros tudo sai errado

Não te imaginar
Ao meu lado
Pode ser facil
Só te afastando
Mas me sentir em paz
Com isto
É muito dificíl
Assim como amar
Ou tentar odiar
Por força do amor

Isto mesmo
O amor é
Indecifrável
Se faz tantas coisas por ele
Que ficamos bobos por isto
Nos enganamos
Nos iludimos
E no fim?
É cada um
No seu lado
Cada qual
Com seu coração
Partido ou não
Sorrios ou lágrimas

Podemos comparar
O amor à insanidade
Ela vem para nossa mente
Nos engana
E quando
Nos acostumamos
Por força própria
Ou maior
Ele se vai
Se esvai
E é isto

Talvez o maior desafio
De amar
É ser amado
Após ser amado
O outro desafio
É manter as chamas
Desse amor acessas
Nas tempestades
Pois é esta a missão
A mais dificil

E tenho dito
Não é so atração
Que faz um amor
É o querer bem
É o bem que nos faz
Só sua presença
Em minha vida

Enfim
Sem nada disso
Só sobra
A tristeza

Que pode ser passageira
Ou eterna...
Depende só
Do quanto
É intenso
E real
Este amor

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A vida em branco

como nada é exato
Podemos admitir que a vida
É uma folha em branco

Muitas coisas precisam
Ser escritas à lapis
Mas quando cismamos
Em passar a caneta
Nem sempre tem branquinho
Para se apagar

Talvez seja o unico segredo
Fazer com que as coisas
Sejam escritas à lapis
E se estiverem erradas
É só meter a borracha logo

Querer não é poder
O unico poder que temos..
É o querer
Que pode se realizar
Ou não

terça-feira, 8 de junho de 2010

Monologo da tristeza

Estive a muito tempo ausente
Me perdi nos limites
Entre o sonho e a realidade
Tentei entender
Tentei fugir de todo modo
Eu senti raiva
Te chinguei
Amaldiçoei
Apenas por não entender
Sua verdadeira tristeza
Não entendo

Como passa do limite
Para tentar ser feliz
Não basta a felicidade
Que se encontra no mercado?
É preciso buscar na fumaça?
Tentei me proteger
E me machuquei mais
Tentei achar motivos
Para ser feliz
Realmente tentei
Me enfeiticei
Me iludi
E agora eu posso supor
Os seus motivos
Para que faça e sua vida
Isto que tu faz
Pois nada é facil

Até que foi feliz
Aquela tarde
Em que estavamos
Completamente alterados
Apesar disso
Me lembro claramente
Talvez a felicidade
Esteja simples
E a gente nunca
A enxergue
Com isto eu percebo
Queria muito
Muito mesmo
Entender
A tristeza
Que tu sentes
Mas não entendo
Nem a minha

Buscaria
Na vida
Um sentido
Para fazer dela
Algo com sentido
O que tu ve
Que eu não vejo
Curiosamente
Queria saber
Pois a julgo
Esta sua felicidade
Algo que não existe
Assim como
Um minuto de paz
Nesta cidade
Que não para

Poderia escrever
Descrever e tudo mais
Sobre a tristeza
Não só a minha
Como a sua
A nossa tristeza
Eu até quero
Pois a unica coisa
Que não tem fim
É uma coisa igual
Diferente da alegria
Do odio ou do amor

Admiro as crianças
Elas nunca ficam tristes
Embora elas ficam
Bravas por não ter
O que querem
Mais isto passa
E logo esquecem

Não entendo
Por que tudo é assim
Só entendo de tristeza
Isso eu compreendo