terça-feira, 8 de junho de 2010

Monologo da tristeza

Estive a muito tempo ausente
Me perdi nos limites
Entre o sonho e a realidade
Tentei entender
Tentei fugir de todo modo
Eu senti raiva
Te chinguei
Amaldiçoei
Apenas por não entender
Sua verdadeira tristeza
Não entendo

Como passa do limite
Para tentar ser feliz
Não basta a felicidade
Que se encontra no mercado?
É preciso buscar na fumaça?
Tentei me proteger
E me machuquei mais
Tentei achar motivos
Para ser feliz
Realmente tentei
Me enfeiticei
Me iludi
E agora eu posso supor
Os seus motivos
Para que faça e sua vida
Isto que tu faz
Pois nada é facil

Até que foi feliz
Aquela tarde
Em que estavamos
Completamente alterados
Apesar disso
Me lembro claramente
Talvez a felicidade
Esteja simples
E a gente nunca
A enxergue
Com isto eu percebo
Queria muito
Muito mesmo
Entender
A tristeza
Que tu sentes
Mas não entendo
Nem a minha

Buscaria
Na vida
Um sentido
Para fazer dela
Algo com sentido
O que tu ve
Que eu não vejo
Curiosamente
Queria saber
Pois a julgo
Esta sua felicidade
Algo que não existe
Assim como
Um minuto de paz
Nesta cidade
Que não para

Poderia escrever
Descrever e tudo mais
Sobre a tristeza
Não só a minha
Como a sua
A nossa tristeza
Eu até quero
Pois a unica coisa
Que não tem fim
É uma coisa igual
Diferente da alegria
Do odio ou do amor

Admiro as crianças
Elas nunca ficam tristes
Embora elas ficam
Bravas por não ter
O que querem
Mais isto passa
E logo esquecem

Não entendo
Por que tudo é assim
Só entendo de tristeza
Isso eu compreendo

Um comentário:

Unknown disse...

Lindo Lindo Lindo
Inspiração foi precisa
Parabéns
*-*

"E agora eu posso supor
Os seus motivos
Para que faça e sua vida
Isto que tu faz
Pois nada é facil"